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| Ingrediente Comum em Inseticidas |
Piretrina A piretrina
é utilizada em xampus para uso animal. As reações
causadas, muitas vezes desencadeando a bronquite asmática, são
pouco freqüentes, mas em raras ocasiões podem levar até
a morte. Assim, todo o cuidado deve ser tomado em manusear estes produtos,
principalmente em se tratando de crianças e/ou pacientes com
história prévia de reação alérgica. Apesar das reações desencadeadas, a piretrina não é classificada atualmente como sendo uma alérgeno pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. Assim, não se exige dos fabricantes a colocação no rótulo que as formulações contendo esta substância são capazes de desencadear reações alérgicas. Atualmente,
a piretrina está sob avaliação para obter segundo
registro da Agência de Proteção Ambiental (EPA)
- um processo que será concluído em 2002, de acordo com
uma porta-voz da EPA. Generalidades Os inseticidas
piretróides são derivados sintéticos das piretrinas,
inseticidas naturais extraídos da planta Chrysanthenum cincerariaefolium.
São considerados como uma classe mais segura de pesticidas, pela
sua pequena persistência no meio ambiente e baixa toxicidade para
o homem. Os compostos mais conhecidos são: aletrina, permetrina, fenotrina, cipermetrina, deltametrina e resmetrina. Muitas vezes, esses compostos encontram-se diluídos em hidrocarbonetos, que podem modificar o curso da intoxicação. A dose tóxica nos mamíferos é maior do que 100 a 1000 mg/Kg de peso, e a dose potencialmente letal é de 10 a 100 g. A intoxicação pode resultar de uma exposição acidental ou intencional; por ingestão, inalação ou contato cutâneo. Os piretróides são rapidamente absorvidos pelo tubo digestivo. A absorção cutânea ocorre dependendo do agente e do solvente, mas geralmente é mínima. Em relação ao tratamento, o paciente deve ser afastado da área de exposição. Nos casos de contato cutâneo, as roupas devem ser removidas e o paciente submetido a banhos exaustivos com água fria e sabão alcalino. Hidratante contendo vitamina E parecem promover alívio às lesões cutâneas. Os olhos, quando expostos, devem ser lavados com soro fisiológico repetidamente. As reações de hipersensibilidade cutânea e respiratória devem ser tratadas com adrenalina, anti-histamínicos e corticóides dependendo da gravidade das manifestações. A descontaminação gástrica deve ser feita até duas horas após a ingestão de doses maciças, através de lavagem gástrica. Não induzir vômitos pelo risco de convulsões. O carvão ativado deve ser administrado nas intoxicações agudas, em uma dose, por via oral ou através de cateter nasogástrico. Prognóstico Em geral, os pacientes evoluem bem. Os casos fatais são raros, e estão associados ao surgimento de complicações graves. O paciente assintomático deve ser observado por um período mínimo de 6 horas, em ambiente hospitalar. |