Levitação
A suposta habilidade
das feiticeiras em voar e levitar preocupou as mentes dos estudiosos do oculto
por muitos anos. O grande investigador moderno da feitiçaria e demonologia,
Montague Summers, escreveu há algum tempo, em 1946: É bastante
certo que as feiticeiras podem ser, e são, levitadas e assim transportadas
ao sabá.
Depois de nossas menções anteriores de ungüentos de feiticeiras
e seus poderes alucinatórios, essa declaração deve ser
severamente questionada. Porém, Summers acredita que os ungüentos
não tinham tais propriedades e que os praticantes empregavam as mesmas
artes secretas que os santos para a Levitação.
"Nas vidas dos santos", escreveu Summers no seu Feitiçaria
e Magia Negra, o fenômeno da levitação foi repetidamente
relatado e as provas são absolutamente inatacáveis". A seguir,
cita os exemplos de S. Francisco de Assis, que ficou varias vezes suspenso acima
da terra, freqüentemente na altura de três ou quatro cúbitos"
e Santa Gemma Galgani, uma freira que viveu no fim do século XIX; por
várias vezes ela teria se elevado no ar, enquanto arrebatada pela oração.
Mesmo nos relatos mais antigos, as feiticeiras teriam o poder de voar e seus
meios de transporte eram a vassoura ou uma forquilha. Segundo o Medicatio Viri
Incubo Divexati, publicado em 1645, o segredo de voar era revelado a cada feiticeiro(a),
assim que ele ou ela fizesse o juramento ritual de obediência.
Animais como gatos, bodes e lobos às vezes eram empregados para transporte,
e eles, como as feiticeiras, precisavam ser untados com o ungüento. Segundo
o Medicatio, o principal ingrediente desse unguento era a gordura de crianças
assassinadas, fato que foi desmentido em meados do século XIII.
Embora as informações sugiram que estes eram os meios seguros
e de confiança para ir ao sabbá e dele voltar, alguns autores
assinalam que o som dos sinos de igreja faria o feiticeiro e seu transporte
caírem do céu".